Mapas performativos| Paisagens Transitórias

Performative Maps | Transitories Landscapes

Como experiências performativas imersivas em diferentes paisagens, climas e culturas, podem contribuir para mudanças paradigmáticas nos nossos modos de viver|habitar|pensar o mundo? Qual a dimensão política dessas ações estéticas? Como compartilhar a potência, dessas experiências, que surge da relação entre corpo, paisagem, clima e tempo?

Em busca de possíveis respostas|caminhos para as minhas perguntas tornei Montreal meu “site” de pesquisa-criação. E, o viver neste clima e paisagem, um ato performático.

Como escrito por Tetsuro Watsuji, “Clima e Paisagem são o momento de objetivação da subjetividade humana”[7]. Para o pensador japonês, viver em um determinado Clima e Paisagem nos leva a criar utensílios, técnicas, tecnologias para driblar a ação destes em nosso corpo, mas é a partir do experienciar que nós, seres humanos, podemos descobrir a nós mesmos e criar modos de viver em sociedade.

Assim, parto de um corpo em performance. Imerso em um território específico, com um clima e uma paisagem nunca antes experienciados. Um corpo inquieto, em movimento. Um corpo-experiência.  “It moves as It feels, and It feels itself moving” (Brian Massumi: 2002).

Projetos desenvolvidos em territórios específicos e que propõem a Performance como metodologia de pesquisa-criação, como o que estou desenvolvendo, requerem tempo, presença, permanência. As respostas, muitas vezes, parecem fáceis, mas não são.  Essas são pesquisas fundamentadas no conceito de experiência, ou seja, intensidade. Pois, experiência é a dimensão incorpórea do corpo, experiência é intensidade. E, é a partir desta intensidade, dessa dimensão incorpórea do corpo que questões, procedimentos e ações ético-estéticas emergiram durante esta pesquisa-criação.