Diante dos impactos das mudanças climáticas na sociedade contemporânea, e das proposições de que a arte, com sua capacidade de desenvolvimento de novas ferramentas e estratégias, pode desestabilizar os pensamentos convencionais sobre nossas relações com e na natureza, reaproximando o homem da biosfera, e ainda, que as mudanças avassaladoras, que estamos enfrentando cotidianamente, gerará uma recriação contínua dos modos de vida, Territórios Sensíveis propõe uma aproximação entre o conceitos de território geopolítico e territórios da arte para investigar  e propor  procedimentos e metodologias para criação, ação, intervenção artística e reflexão crítica sobre a potência da Arte na Era do Anthropoceno ou do Pós-Anthropoceno.  

 

Em busca de caminhos, possibilidades e proposições, Territórios Sensíveis parte da prática performativa como pesquisa (performance practice as research), propondo que as experiências, operações emocionais e cognitivas, nos levam à novas formas artísticas tanto para a criação quanto para a apresentação e compartilhamento de conhecimento.

 

Seguindo a relação dialógica entre os três registros ecológicos, - meio ambiente, relações sociais e subjetividade-, de acordo com o pensamento de Félix Guattari, Territórios Sensiveis está sendo desenvolvido a partir de pesquisas performativas|imersivas em ambientes naturais e|ou urbanos com: 1. Ações|experimentações performativas em territórios delimitados; 2. Residência artística, objetivando processos colaborativos de pesquisa|criação entre artistas, cientistas e comunidades locais; 3. Criação de projetos artísticos para os territórios experienciados, bem como desdobramentos desses em intervenções e obras artísticas; 4. Mapeamento do estado da arte neste campo de pesquisa; 5. Reflexão crítica: escrita e publicação; 6. Produção audiovisual.

                                                                    Por  Walmeri Ribeiro

 

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Considering the impacts of the climate change in contemporary society, it is believed that the arts, with the ability to develop new tools and strategies, can destabilize conventional thought towards our relationship with nature and among nature, reapproaching man to the biosphere, and understanding that these impacts of climate change, will generate a continuous recreation of modes of life, Sensitive Territories proposes an approximation between the concept of Territory in its geopolitical significance and Art’s Territories to investigate and propose procedures and methodologies for creation, action, artistic intervention, and critic reflection  about the Arts potential in the Anthropocene age or Post-Anthropocene age.

 

The concept of territory in its geopolitical significance assumes it as a dynamic system involving time and space, formed by a broad set of individual, local and contingent interactions. Territories are constructed by relationships between human beings, and from these, with resources and natural processes.  In Art’s field, the concept of territory presents the relations among spatiality, temporality, singularity, sensoriality and subjectivity as fundamental concepts to deal with dynamic and complex systems.

 

In search of new ways, possibilities and propositions, Sensitive Territories is based on performative practices as research, proposing that the experiences, emotional and cognitive operations, can lead us to new artistic forms for both the creation and to share knowledge.  Following the dialogical relationship among three ecological registers, - environmental, social relationship and subjectivity, according to by Félix Guattari, Sensitive Territories is developing  performatives and immersive researches into natural or|and urban environmental through: 1. Performative research in the territories to be investigated. 2. Artistic residence, aiming for collaborative research|creation processes among artists, scientists, and community. 3. Develop performative projects for the studied territories as well as developments of these actions in artistic works; 4. Mapping state of the art in this field of research; 5.  Critic reflection: writing and publishing; 6. Audiovisual production.

                                                                                                                                                                                                Project by Walmeri Ribeiro